Introduzir uma resenha sobre os filmes da Pixar é sempre desafiador. A empresa parecer ter o dom de sempre nos surpreender com sua capacidade de fazer de forma perfeita filmes para crianças com uma profundidade tão adulta.
Wall-E foi o último desses filmes que eu assisti. Não foi o último a ser produzido pela Pixar, mas cheguei até mesmo a ver Up primeiro.
A trama se passa no ano de 2700 e o planeta se encontra soterrado pelo
lixo produzido pela humanidade. Restou à população terrestre uma única
alternativa: sair em cruzeiro espacial em uma nave munida de todo o
conforto que a modernidade pode lhes oferecer enquanto pequenos robôs,
incumbidos da árdua tarefa de limpar suas quinquilharias, permanecem na
Terra. Todavia, devido ao estado precário do planeta, todos os robôs acabam
por se degradar e param de funcionar. A única unidade ainda ativa é Wall-E. O simpático robô segue uma rotina de
transformar todo o resto deixado pelos homens em cubos de lixo
compactado, na companhia apenas de sua barata de "estimação" (a Pixar é a única empresa capaz de fazer até mesmo uma barata ser carismática! Eu particularme olho hoje com outros olhos paras as baratas da minha cidade). Rotina essa que só muda com a chegada de EVA, uma robô enviada à Terra com a missão de verificar vestígios de vida existentes
no planeta. EVA logo
desperta em Wall-E um grande amor, no sentido mais sincero e puro da
palavra. A partir desse ponto o protagonista terá de encarar situações
nunca vividas por ele para permanecer ao lado dela.
Tudo em Wall-E é cativante. Sua paixão cega pela robô EVA, a solidão, o interesse na
humanidade, o jeito atrapalhado, os olhos tristes e ao mesmo tempo
engraçados, e até mesmo a mudez. Não é necessário que ele faça nenhuma declamação para que saibamos
exatamente o que ele pensa e sente, quais suas angústias e desejos. Como disse Érico Borgo, o pequeno autômato apaixonado é o Charles Chaplin da Pixar.
Para as crianças, fica uma animação graficamente espetacular.
Para os mais velhos, como eu, fica também um alerta: essa será a Terra daqui
algum tempo se a tendência ao consumismo, a preguiça e ao sedentarismo
continuar. O planeta não suportou a destruição que a presença humana lhe
impôs. As gerações que viveram na nave Axiom foram, gradativamente, se
acostumando a nenhum esforço, pois estavam cercadas da conveniente
tecnologia para poupar qualquer trabalho, seja ele um simples gesto de
pegar um objeto a mais de meio metro de distância. O resultado disso são
adultos e crianças completamente obesos, incapazes de sair deste estado
de inércia degradante. Não há como não se assustar com os edifícios
feitos de lixo entulhado, nem de se deixar de se sentir
culpado ao se dar conta de que você é também sujeito ativo nesse desequilíbrio em que
reina a lei do menor esforço.
Consciência Universal
domingo, 28 de outubro de 2012
"Toda consciência individual é a própria consciência universal. Chamamos de ego separado a parte de nós que se esquece da sua conexão com o princípio da vida."
Aposto que vocês, assim como eu, também tiveram dificuldade em entender essa afirmação logo de cara. Quem sabe os trechos a seguir o ajudem a esclarecer um pouco dessa ideia, assim como também me ajudaram...
“Enquanto Eragon mergulhava nos pensamentos e sentimentos dos seres à sua volta, ele teve como alcançar um estado de paz interior tão profundo que durante aquele tempo, cessou de existir como indivíduo. Ele se permitia a fusão, era um vazio, era um receptáculo para as vozes do mundo. Nada escapava da sua atenção, pois esta não estava focada em nada.
Ele era a floresta e seus habitantes.
É assim que um deus se sente?, questionou-se Eragon enquanto voltava a si.”
(Eldest)
"Edgar Cayce, simples filho de lavradores do Kentucky, não tinha a menor ideia das fantásticas capacidades que se escondiam em sua cabeça. Ainda hoje médicos e psicólogos se ocupam da avaliação de suas ações.
Edgar Cayce adoeceu gravemente quando ainda era menino. Convulsões o agitavam, febre alta estava prestes a consumir seu corpo, e ele caiu em estado de coma. Enquanto os médicos tentavam em vão fazer a criança voltar à lucidez, Edgar, repentinamente, começou a falar, alta e nitidamnte: explicou porque estava doente, indicou alguns medicamentos dos quais necessitava e disse quais os ingredientes de uma pomada com a qual deveria ser tratado, mediante fricções em sua coluna dorsal. Médicos e parentes ficaram estupefatos, pois não podiam imaginar de onde vinham ao garoto esses conhecimentos e os vocábulos que lhe eram completamente estranhos. Uma vez que o caso parecia sem esperança, executaram-se suas indicações. A cura de Edgar processou-se clara e rapidamente após o tratamento com os medicamentos por ele indicados.
A ocorrência divulgou-se por todo o Kentucky. (...)
Dormindo, Cayce possuía conhecimentos e capacidades que, de outro modo, só poderiam resultar de doutas conferências médicas.
Certa vez, Edgar "prescreveu", a um paciente muito rico, certo medicamento que não foi possível descobrir em parte alguma. O homem mandou inserir anúncios em jornais de ampla divulgação, inclusive no exterior. De Paris, um jovem médico escreveu que seu pai havia, anos antes, preparado esse medicamento, cuja produção, no entanto, havia muito cessara. A composição era idêntica às indicações detalhadas de Edgar Coyce.
Mais tarde, "prescreveu" Edgar outro medicamento e mencionou o endereço de certo laboratório existente em uma cidade distante. Feito um chamado telefônico, recebeu-se a informação de que a preparação do medicamento acabava de ser iniciada, que a fórmula estava pronta, que se procurava um nome para o produto, que, no entanto, ainda não se achava à venda.
(...) Edgar dava duas consultas por dia, sempre na presença de médicos e sempre gratuitamente. Seus diagnósticos eram precisos - mas, quando ele acordava de seu transe, nada mais sabia do que tinha dito.
Quando membros da comissão perguntaram como ele chegava a seus diagnósticos, Edgar declarou crer que podia pôr-se em contato com qualquer cérebro que fosse necessário e lhe extrair as informações de que precisava para o diagnóstico. Ele pedia informes ao cérebro do paciente, que sabia exatamente o que estava acontecendo em seu corpo; depois, procurava, onde quer que fosse no mundo, o cérebro que lhe pudesse dizer o que deveria ser feito. Ele mesmo, acrescentou Edgar, era apenas uma parte de todos os cérebros..."
(Eram os Deuses Astronautas)
Em minha busca por conhecimento, sempre me deparo nessa questão da chamada 'mente universal' ou 'consciência universal', mas meus estudos ainda estão longe de me permitir chegar a alguma conclusão. Ainda estou engatinhando no aprendizado, mas foram esses textos minha fonte de inspiração.
Livros como os da Logosofia, de Carlos Pecotche, ou os de autores como Hermógenes e Richard Bach, me elevam, me incitam nessa busca por conhecimento.
Quem sabe, sentado em meio à natureza, não consiga, um dia, me sentir integrado com todas as outras mentes desse imenso Universo repleto de vida e segredos. Afinal, o macete é saber que sua verdadeira natureza vive, tão perfeita como um número não escrito, em toda parte e ao mesmo tempo no espaço e no tempo.
(Trecho de Fernão Capelo Gaivota)
Aposto que vocês, assim como eu, também tiveram dificuldade em entender essa afirmação logo de cara. Quem sabe os trechos a seguir o ajudem a esclarecer um pouco dessa ideia, assim como também me ajudaram...
“Enquanto Eragon mergulhava nos pensamentos e sentimentos dos seres à sua volta, ele teve como alcançar um estado de paz interior tão profundo que durante aquele tempo, cessou de existir como indivíduo. Ele se permitia a fusão, era um vazio, era um receptáculo para as vozes do mundo. Nada escapava da sua atenção, pois esta não estava focada em nada.
Ele era a floresta e seus habitantes.
É assim que um deus se sente?, questionou-se Eragon enquanto voltava a si.”
(Eldest)
"Edgar Cayce, simples filho de lavradores do Kentucky, não tinha a menor ideia das fantásticas capacidades que se escondiam em sua cabeça. Ainda hoje médicos e psicólogos se ocupam da avaliação de suas ações.
Edgar Cayce adoeceu gravemente quando ainda era menino. Convulsões o agitavam, febre alta estava prestes a consumir seu corpo, e ele caiu em estado de coma. Enquanto os médicos tentavam em vão fazer a criança voltar à lucidez, Edgar, repentinamente, começou a falar, alta e nitidamnte: explicou porque estava doente, indicou alguns medicamentos dos quais necessitava e disse quais os ingredientes de uma pomada com a qual deveria ser tratado, mediante fricções em sua coluna dorsal. Médicos e parentes ficaram estupefatos, pois não podiam imaginar de onde vinham ao garoto esses conhecimentos e os vocábulos que lhe eram completamente estranhos. Uma vez que o caso parecia sem esperança, executaram-se suas indicações. A cura de Edgar processou-se clara e rapidamente após o tratamento com os medicamentos por ele indicados.
A ocorrência divulgou-se por todo o Kentucky. (...)
Dormindo, Cayce possuía conhecimentos e capacidades que, de outro modo, só poderiam resultar de doutas conferências médicas.
Certa vez, Edgar "prescreveu", a um paciente muito rico, certo medicamento que não foi possível descobrir em parte alguma. O homem mandou inserir anúncios em jornais de ampla divulgação, inclusive no exterior. De Paris, um jovem médico escreveu que seu pai havia, anos antes, preparado esse medicamento, cuja produção, no entanto, havia muito cessara. A composição era idêntica às indicações detalhadas de Edgar Coyce.
Mais tarde, "prescreveu" Edgar outro medicamento e mencionou o endereço de certo laboratório existente em uma cidade distante. Feito um chamado telefônico, recebeu-se a informação de que a preparação do medicamento acabava de ser iniciada, que a fórmula estava pronta, que se procurava um nome para o produto, que, no entanto, ainda não se achava à venda.
(...) Edgar dava duas consultas por dia, sempre na presença de médicos e sempre gratuitamente. Seus diagnósticos eram precisos - mas, quando ele acordava de seu transe, nada mais sabia do que tinha dito.
Quando membros da comissão perguntaram como ele chegava a seus diagnósticos, Edgar declarou crer que podia pôr-se em contato com qualquer cérebro que fosse necessário e lhe extrair as informações de que precisava para o diagnóstico. Ele pedia informes ao cérebro do paciente, que sabia exatamente o que estava acontecendo em seu corpo; depois, procurava, onde quer que fosse no mundo, o cérebro que lhe pudesse dizer o que deveria ser feito. Ele mesmo, acrescentou Edgar, era apenas uma parte de todos os cérebros..."
(Eram os Deuses Astronautas)
Em minha busca por conhecimento, sempre me deparo nessa questão da chamada 'mente universal' ou 'consciência universal', mas meus estudos ainda estão longe de me permitir chegar a alguma conclusão. Ainda estou engatinhando no aprendizado, mas foram esses textos minha fonte de inspiração.
Livros como os da Logosofia, de Carlos Pecotche, ou os de autores como Hermógenes e Richard Bach, me elevam, me incitam nessa busca por conhecimento.
Quem sabe, sentado em meio à natureza, não consiga, um dia, me sentir integrado com todas as outras mentes desse imenso Universo repleto de vida e segredos. Afinal, o macete é saber que sua verdadeira natureza vive, tão perfeita como um número não escrito, em toda parte e ao mesmo tempo no espaço e no tempo.
(Trecho de Fernão Capelo Gaivota)
Refúgio
Eu gosto de morar em cidade grande, só que não.
Gosto de viver rodeado por pessoas, de sair e ter pra onde ir, mas também sinto falta de um pouco de sossego. Sempre que viajo e conheço cidades mais tranquilas, repletas de casas rústicas, bonitas e aconchegantes, me dá uma incrível sensação de nostalgia e paz.
Será que existe um meio termo para essa divergência de gostos?
Talvez.
Esses dias tive que ir à São Francisco. Enquanto esperava dar a hora de meu compromisso, fiquei passeando pelo bairro. Fui indo cada vez mais para dentro do lugar. Quando me dei conta, estava perdido ali dentro, rodeado de casas, lindas casas, acompanhado apenas pelos pássaros que cantavam perto de mim. E quando paravam para descansar a voz, o silêncio. Silêncio quebrado ocasionalmente só pelo som de pessoas conversando na varanda, pelo
farfalhar de asas de um bem-te-vi que vinha pousar próximo de onde eu
estava, ou pelo som constante do balanço harmônico das árvores, que acompanhavam a brisa numa dança quase mágica.
Quem não sonha morar num ligar assim?
Passeando por ali, uma frase não saia da minha cabeça: o paraíso é uma questão pessoal.
Fotos por Celia Aragon
Decisões
sábado, 27 de outubro de 2012
Chega o 1° ano e, com ele, para quem já foi aluno de escola tradicionais, como eu, um velho dilema: continuar no colégio onde crescemos ou mudar para um mais forte, visando um melhor preparo para enfrentar o vestibular?
Se não aconteceu com você, provavelmente aconteceu com pessoas próximas. Com um vestibular cada vez mais disputado, e com cursinhos preparatórios nascendo da noite pro dia, fica difícil saber o que fazer.
Na minha opinião, colégios ajudam a formar pessoas, enquanto cursinhos só fazem ajudar no vestibular.
Estou tocando no assunto porque meu irmão passa por esse momento de decisão, que um dia eu também já passei.
Esses dias ele foi assistir uma reunião no colégio Gay Lussac, e eu fui junto. Voltar àquele lugar me trouxe uma boa sensação de nostalgia. Para quem não sabe, fiz minha 5° série lá, logo depois de sair do Marly Cury.
Meus amigos todos tinham ido ou pro Salesiano, ou pro Abel, então fui meio que sozinho pra lá. Na época, botei na minha cabeça que não ia gostar de lá, que meu lugar era com meus amigos no salesiano. Talvez por isso, minha experiência tenha sido tão negativa.
Ontem, quando entrei lá de novo, comecei a pensar se não tinha sido imaturo (claro que eu era, estava só na 5° série). O colégio possui uma estrutura fantástica, é bonito, além de oferecer estrutura e oportunidades que não encontro em outros lugares, tudo pelo preço de um colégio comum, diferentes das mensalidades absurdas desses cursinhos como PH e PENSI.
Senti uma agradável sensação de nostalgia e saudade enquanto passeava entre os muros da escola, mesmo tendo rejeitado o colégio na época a tal ponto de mudar para o salesiano logo no ano seguinte.
Hoje me pergunto: Será mesmo que eu não gostei daqui? Ou será que eu mesmo coloquei na minha cabeça que não ia gostar, e que tinha que ir atrás dos meus amigos no salesiano?
Que amigos?, me pergunto hoje. Quando finalmente me matriculei no Salesiano, não foi com nenhum dos "antigos amigos" que fiquei mais próximo. Fiz toda uma nova leva de amizades, boas amizades, que levo comigo até hoje, mas tudo novo.
Claro que não me arrependo da minha decisão. Acho que vivi bons momentos no Salesiano e cultivei grandes amizades. Lá, eu cresci e me tornei quem sou. Mas aprendi uma importante lição com tudo isso: nós temos que ser maduros na hora de tomar decisões. Se você botar na cabeça que não vai gostar de algo, você não vai. Vai encontrar defeitos onde antes não veria, antipatizar com quem podia ser seu amigo. Cada experiência é única, e devemos aproveitar sempre novas oportunidades.
Onde será que eu estaria hoje se tivesse tomado alguma decisão diferente?
Até onde posso ir? Respondo, sem medo da resposta, até onde eu quiser.
Se não aconteceu com você, provavelmente aconteceu com pessoas próximas. Com um vestibular cada vez mais disputado, e com cursinhos preparatórios nascendo da noite pro dia, fica difícil saber o que fazer.
Na minha opinião, colégios ajudam a formar pessoas, enquanto cursinhos só fazem ajudar no vestibular.
Estou tocando no assunto porque meu irmão passa por esse momento de decisão, que um dia eu também já passei.
Esses dias ele foi assistir uma reunião no colégio Gay Lussac, e eu fui junto. Voltar àquele lugar me trouxe uma boa sensação de nostalgia. Para quem não sabe, fiz minha 5° série lá, logo depois de sair do Marly Cury.
Meus amigos todos tinham ido ou pro Salesiano, ou pro Abel, então fui meio que sozinho pra lá. Na época, botei na minha cabeça que não ia gostar de lá, que meu lugar era com meus amigos no salesiano. Talvez por isso, minha experiência tenha sido tão negativa.
Ontem, quando entrei lá de novo, comecei a pensar se não tinha sido imaturo (claro que eu era, estava só na 5° série). O colégio possui uma estrutura fantástica, é bonito, além de oferecer estrutura e oportunidades que não encontro em outros lugares, tudo pelo preço de um colégio comum, diferentes das mensalidades absurdas desses cursinhos como PH e PENSI.
Senti uma agradável sensação de nostalgia e saudade enquanto passeava entre os muros da escola, mesmo tendo rejeitado o colégio na época a tal ponto de mudar para o salesiano logo no ano seguinte.
Hoje me pergunto: Será mesmo que eu não gostei daqui? Ou será que eu mesmo coloquei na minha cabeça que não ia gostar, e que tinha que ir atrás dos meus amigos no salesiano?
Que amigos?, me pergunto hoje. Quando finalmente me matriculei no Salesiano, não foi com nenhum dos "antigos amigos" que fiquei mais próximo. Fiz toda uma nova leva de amizades, boas amizades, que levo comigo até hoje, mas tudo novo.
Claro que não me arrependo da minha decisão. Acho que vivi bons momentos no Salesiano e cultivei grandes amizades. Lá, eu cresci e me tornei quem sou. Mas aprendi uma importante lição com tudo isso: nós temos que ser maduros na hora de tomar decisões. Se você botar na cabeça que não vai gostar de algo, você não vai. Vai encontrar defeitos onde antes não veria, antipatizar com quem podia ser seu amigo. Cada experiência é única, e devemos aproveitar sempre novas oportunidades.
Onde será que eu estaria hoje se tivesse tomado alguma decisão diferente?
Até onde posso ir? Respondo, sem medo da resposta, até onde eu quiser.
Projeto Fugindo do Ninho
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Se há dois livros que marcaram minha vida, esses com certeza foram 'Fernão Capelo Gaivota' e 'Fugindo do Ninho', ambos do autor estadunidense Richard Bach.
O autor despertou em mim um desejo incessante de alçar vôos mais altos, de transcender.
Foi pensando nisso que criei esse novo projeto (sim, eu adoro projetos!). O 'Projeto Fugindo do Ninho' tem como objetivo divulgar ideias e conhecimento superior: textos simples, experiências, contos, enfim, qualquer coisa que nos faça refletir sobre questões importantes.
Ao final de cada texto, uma pergunta.
O objetivo do projeto é, longe de dizer verdades, levantar perguntas, questionamentos, e incitar à busca pela evolução da consciência.
Nessas publicações, os comentários serão mais do que importantes, pois serão nossa força impulsora!
Bom, por enquanto é só, mais tarde venho com o primeiro texto do projeto.
Até mais!
PS: Seria injusto não citar Eragon dentre os livros que me fizeram amadurecer. Mas por se tratar de um gênero totalmente diferente, resolvi deixar para citá-lo em outras publicações.
O autor despertou em mim um desejo incessante de alçar vôos mais altos, de transcender.
Foi pensando nisso que criei esse novo projeto (sim, eu adoro projetos!). O 'Projeto Fugindo do Ninho' tem como objetivo divulgar ideias e conhecimento superior: textos simples, experiências, contos, enfim, qualquer coisa que nos faça refletir sobre questões importantes.
Ao final de cada texto, uma pergunta.
O objetivo do projeto é, longe de dizer verdades, levantar perguntas, questionamentos, e incitar à busca pela evolução da consciência.
Nessas publicações, os comentários serão mais do que importantes, pois serão nossa força impulsora!
Bom, por enquanto é só, mais tarde venho com o primeiro texto do projeto.
Até mais!
PS: Seria injusto não citar Eragon dentre os livros que me fizeram amadurecer. Mas por se tratar de um gênero totalmente diferente, resolvi deixar para citá-lo em outras publicações.
Ele Não Está Tão A Fim de Você
"Comédias românticas por si já contém uma premissa discutível e poucas
vezes diferenciada. Os meios se diferenciam, mas os fins são iguais e os
desfechos parecem óbvios." Era assim que até pouco tempo atrás eu julgava cada filme do gênero que me dignava a assistir. Não que minha opinião tenha mudado, comédias românticas são feitas com essa intenção mesmo, mas passei a enxergar esse tipo de filme com diferentes olhos desde que, graças à minha namorada, comecei a dar uma chance à eles com mais frequência.
Ao invés de reclamar das obviedades, passei a reparar nos detalhes que movem o roteiro e, principalmente, a mente feminina. Aprendi que se pode aprender muito sobre as mulheres assistindo esse tipo de história, e passei a fazer disso uma meta: como eu quero fazer minha namorada uma pessoa mais feliz, preciso, independentemente de concordar ou não, prestar o máximo de atenção a como ela reage às situações de sua vida, muitas das vezes representadas, apesar de uma forma muito mais utópica, nesses longa-metragem.
"Ele Não Está Tão A Fim de Você" foi a bola da vez. O filme conta a história de Gigi (Ginnifer Goodwin), uma romântica incurável, que um dia resolve sair com Conor (Kevin Connolly). Ela espera que ele ligue no dia seguinte, o que não acontece. Gigi resolve ir até o bar onde se conheceram, na esperança de reencontrá-lo. Lá ela conhece Alex (Justin Long), amigo de Conor. Ele tem uma visão bastante realista sobre os relacionamentos amorosos e tenta apresentá-la a Gigi, através de seu ponto de vista masculino. Por sua vez Conor é apaixonado por Anna (Scalett Johansson), uma cantora que o trata apenas como amigo e que se interessa por Ben (Bradley Cooper), casado com Janine (Jennifer Connelly). O casamento deles está em crise, o que não impede que Janine dê conselhos amorosos a Gigi, com quem trabalha. Outra colega de serviço é Beth (Jennifer Aniston), que tem um relacionamento que causaria inveja a qualquer mulher com Neil (Ben Affleck), e sonha em um dia se casar, apesar dele ser contrário à idéia.
São muitos personagens, e todos estão interligados de alguma maneira. Felizmente, a trama não se perde em meio ao mafuá de casais. O filme é longo, pouco mais de 2 horas, e cada casal têm seu clímax em algum momento do filme.
O longa aborda diversas questões interessantes, apesar de uma forma meio clichê. Portanto, não foi o desenrolar da história que me despertou interesse, mas sim o começo, e as diversas questões que foram colocadas em pauta.
É um filme bom, que foge um pouco do comum no começo, mas que para por aí.

Antes de terminar esse texto, queria deixar uma impressão pessoal. Eu, particularmente, gostei muito do casal interpretado por Jennifer Aniston e Ben Affleck. Eles viviam exatamente aquilo que eu sempre acreditei que um casal deveria viver. Ben faz o papel que eu sempre achei que um marido, ou companheiro, ou ambos, deveria fazer: é companheiro, ajuda a mulher em casa, nunca a larga desemparada, claro, tem sua vidinha, sua individualidade, seus amigos, mas ele está sempre ali, sempre por perto quando ela precisa, e mesmo quando ela terminou com ele, ele apareceu no momento em que ela mais precisava dele.
Mas o que achei mais significativo foi a forma como cada um deles, no final do filme, abriram mão de algo em que acreditavam pelo outro. Achei lindo essa demonstração de carinho e afeto, você abrir mão de algo que acredita, por acreditar mais ainda no amor.
Eu acho o casamento um evento lindo, romântico. Mas acho que existe uma diferença muito grande entre casamento e cerimônia. Um casamento de verdade não é feito por duas pessoas desfilando por uma ponte entre arroz, fitas e flores. É descobrir que, depois de uma vida inteira, eles construíram a ponte juntos , com as próprias mãos.
Trecho extraído do livro 'Fugindo do Ninho', de Richard Bach
Ao invés de reclamar das obviedades, passei a reparar nos detalhes que movem o roteiro e, principalmente, a mente feminina. Aprendi que se pode aprender muito sobre as mulheres assistindo esse tipo de história, e passei a fazer disso uma meta: como eu quero fazer minha namorada uma pessoa mais feliz, preciso, independentemente de concordar ou não, prestar o máximo de atenção a como ela reage às situações de sua vida, muitas das vezes representadas, apesar de uma forma muito mais utópica, nesses longa-metragem.
"Ele Não Está Tão A Fim de Você" foi a bola da vez. O filme conta a história de Gigi (Ginnifer Goodwin), uma romântica incurável, que um dia resolve sair com Conor (Kevin Connolly). Ela espera que ele ligue no dia seguinte, o que não acontece. Gigi resolve ir até o bar onde se conheceram, na esperança de reencontrá-lo. Lá ela conhece Alex (Justin Long), amigo de Conor. Ele tem uma visão bastante realista sobre os relacionamentos amorosos e tenta apresentá-la a Gigi, através de seu ponto de vista masculino. Por sua vez Conor é apaixonado por Anna (Scalett Johansson), uma cantora que o trata apenas como amigo e que se interessa por Ben (Bradley Cooper), casado com Janine (Jennifer Connelly). O casamento deles está em crise, o que não impede que Janine dê conselhos amorosos a Gigi, com quem trabalha. Outra colega de serviço é Beth (Jennifer Aniston), que tem um relacionamento que causaria inveja a qualquer mulher com Neil (Ben Affleck), e sonha em um dia se casar, apesar dele ser contrário à idéia.
São muitos personagens, e todos estão interligados de alguma maneira. Felizmente, a trama não se perde em meio ao mafuá de casais. O filme é longo, pouco mais de 2 horas, e cada casal têm seu clímax em algum momento do filme.
O longa aborda diversas questões interessantes, apesar de uma forma meio clichê. Portanto, não foi o desenrolar da história que me despertou interesse, mas sim o começo, e as diversas questões que foram colocadas em pauta.
É um filme bom, que foge um pouco do comum no começo, mas que para por aí.
Antes de terminar esse texto, queria deixar uma impressão pessoal. Eu, particularmente, gostei muito do casal interpretado por Jennifer Aniston e Ben Affleck. Eles viviam exatamente aquilo que eu sempre acreditei que um casal deveria viver. Ben faz o papel que eu sempre achei que um marido, ou companheiro, ou ambos, deveria fazer: é companheiro, ajuda a mulher em casa, nunca a larga desemparada, claro, tem sua vidinha, sua individualidade, seus amigos, mas ele está sempre ali, sempre por perto quando ela precisa, e mesmo quando ela terminou com ele, ele apareceu no momento em que ela mais precisava dele.
Mas o que achei mais significativo foi a forma como cada um deles, no final do filme, abriram mão de algo em que acreditavam pelo outro. Achei lindo essa demonstração de carinho e afeto, você abrir mão de algo que acredita, por acreditar mais ainda no amor.
Eu acho o casamento um evento lindo, romântico. Mas acho que existe uma diferença muito grande entre casamento e cerimônia. Um casamento de verdade não é feito por duas pessoas desfilando por uma ponte entre arroz, fitas e flores. É descobrir que, depois de uma vida inteira, eles construíram a ponte juntos , com as próprias mãos.
Trecho extraído do livro 'Fugindo do Ninho', de Richard Bach
Projeto Contos e Personagens!, Os Guardiões do Universo
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Os Guardiões do Universo são uma raça de seres imortais, oriundos do planeta Maltus, e criadores da Tropa dos Lanternas Verdes.
Maltus foi o primeiro planeta no Universo a abrigar vida, e sua evolução se assemelha muito à evolução da vida na Terra.
As primeiras formas de vida do planeta foram seres microscópicos chamados simbiontes. Ao longo dos éons, eles se espalharam por todo o planeta e se tornaram organismos complexos, ainda que em escala microscópica. A essa altura, animais maiores também começaram a evoluir e a se espalhar pelo mundo. Ao longo do tempo, os simbiontes ganharam uma consciência coletiva e fizeram cotanto mental com os maltusianos, seres humanóides altos, de pele cinza-azulada e longos cabelos negros, que um dia viriam a se tornar os Guardiões do Universo.
Porém, antes desse contato, longe de se parecerem com os Guardiões de hoje, esses ainda eram pouco inteligentes e compartilhavam muitas das características de nossos ancestrais primatas na Terra.
Os simbiontes sugeriram poder, em troca de abrigo no corpo de hospedeiros maltusianos, fornecer as habilidades observadas hoje nos guardiões, tudo através de interações físicas simbióticas. Protegendo e reparando suas células danificadas, os tornaram imortais. Da mesma forma concederem todas as características que fazem dos Guardiões os seres praticamente onipresentes dos dias atuais.
Com essas habilidades, rapidamente se tornaram a espécie dominante no planeta, e puderam se dedicar ao estudo e observação do Universo. Se tornaram, em sua maioria, cientistas e pensadores.
A origem da Tropa dos Lanternas Verdes e de tudo o que existe no Universo está relacionada aos maltusianos, em especial a um deles, Krona.
Krona usou uma tecnologia avançada de dobra temporal para observar o início do Universo e sua criação, apesar dos perigos que envolviam o projeto.
Inesperadamente, a máquina usada no projeto encheu o início do Universo de entropia (para quem não sabe, entropia é um conceito físico real que diz que o Universo começou compacto e organizado, e com o tempo foi se tornando menos coeso e mais desorganizado), fazendo com que este já nascesse velho. Isso alterou toda a estrutura do Universo, liberando todo o caos e o mal que existem hoje.
Se sentindo responsáveis pelas ações de Krona, os maltusianos se mudaram para o Planeta de Oa, situado no centro da galáxia, e se tornaram enfim os Guardiões do Universo. Seu objetivo era simples: combater o mal e ordenar o Universo. Foi durante esse período que mudaram de aparência, perdendo metade do seu tamanho e aparência jovial.
No desenho, dois maltusianos no auge da evolução física. Acima, um dos Guardiões. Reparem como mudaram de aparência ao longo das eras após o incidente com o experimento de Krona.
Os guardiões adquiriram ao longo do tempo diversas habilidades sobre-humanas, dentre elas seu vasto conhecimento, longa extensão de suas consciências, a habilidade de enganar a gravidade e voarem livremente, poderes psiquícos e a capacidade de manipular a energia verde da força de vontade, sem necessitarem de um anel do poder. Podem manipular o tempo, espaço, matéria e realidade, sendo uns dos seres mais poderosos do Universo DC
Maltus foi o primeiro planeta no Universo a abrigar vida, e sua evolução se assemelha muito à evolução da vida na Terra.
As primeiras formas de vida do planeta foram seres microscópicos chamados simbiontes. Ao longo dos éons, eles se espalharam por todo o planeta e se tornaram organismos complexos, ainda que em escala microscópica. A essa altura, animais maiores também começaram a evoluir e a se espalhar pelo mundo. Ao longo do tempo, os simbiontes ganharam uma consciência coletiva e fizeram cotanto mental com os maltusianos, seres humanóides altos, de pele cinza-azulada e longos cabelos negros, que um dia viriam a se tornar os Guardiões do Universo.
Porém, antes desse contato, longe de se parecerem com os Guardiões de hoje, esses ainda eram pouco inteligentes e compartilhavam muitas das características de nossos ancestrais primatas na Terra.
Os simbiontes sugeriram poder, em troca de abrigo no corpo de hospedeiros maltusianos, fornecer as habilidades observadas hoje nos guardiões, tudo através de interações físicas simbióticas. Protegendo e reparando suas células danificadas, os tornaram imortais. Da mesma forma concederem todas as características que fazem dos Guardiões os seres praticamente onipresentes dos dias atuais.
Com essas habilidades, rapidamente se tornaram a espécie dominante no planeta, e puderam se dedicar ao estudo e observação do Universo. Se tornaram, em sua maioria, cientistas e pensadores.
A origem da Tropa dos Lanternas Verdes e de tudo o que existe no Universo está relacionada aos maltusianos, em especial a um deles, Krona.
Krona usou uma tecnologia avançada de dobra temporal para observar o início do Universo e sua criação, apesar dos perigos que envolviam o projeto.
Inesperadamente, a máquina usada no projeto encheu o início do Universo de entropia (para quem não sabe, entropia é um conceito físico real que diz que o Universo começou compacto e organizado, e com o tempo foi se tornando menos coeso e mais desorganizado), fazendo com que este já nascesse velho. Isso alterou toda a estrutura do Universo, liberando todo o caos e o mal que existem hoje.
Se sentindo responsáveis pelas ações de Krona, os maltusianos se mudaram para o Planeta de Oa, situado no centro da galáxia, e se tornaram enfim os Guardiões do Universo. Seu objetivo era simples: combater o mal e ordenar o Universo. Foi durante esse período que mudaram de aparência, perdendo metade do seu tamanho e aparência jovial.
No desenho, dois maltusianos no auge da evolução física. Acima, um dos Guardiões. Reparem como mudaram de aparência ao longo das eras após o incidente com o experimento de Krona.
Os guardiões adquiriram ao longo do tempo diversas habilidades sobre-humanas, dentre elas seu vasto conhecimento, longa extensão de suas consciências, a habilidade de enganar a gravidade e voarem livremente, poderes psiquícos e a capacidade de manipular a energia verde da força de vontade, sem necessitarem de um anel do poder. Podem manipular o tempo, espaço, matéria e realidade, sendo uns dos seres mais poderosos do Universo DC
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